The Wall Street Journal
A Relação Entre Casamento Judaico E Viagens Para Israel
Por Jennifer Levitz
26/10/2009 – Um estudo recente comprovou que os índices de casamentos mistos estão diminuindo consideravelmente entre jovens judeus que participaram das viagens a Israel do Projeto Taglit Birthright Israel, um progresso sem o qual poderia custar caro para as lideranças judaicas, para combater a assimilação.
O temor de uma diminuição da população judia americana se elevou após estudos realizados no inicio dos anos 90 demonstrarem que mais de 50% dos judeus eram casados com pessoas de outras religiões, o que tornava mais difícil a transmissão do judaísmo para seus descendente. A população judia americana é estimada em um pouco mais que 6.000.000 de indivíduos.
Ao longo da ultima década, o Taglit Birthright Israel, uma instituição sem fins lucrativos, subsidiou aproximadamente 225.000 jovens judeus em uma viagem educacional para Israel de 10 dias como uma maneira de fortalecer e potencializar a identidade judaica ao redor do mundo. O projeto também foi patrocinado pelo governo de Israel.
Enquanto estudos anteriores afirmavam que os participantes do projeto retornavam da viagem com grande conexão com suas origens judaicas, o recente estudo publicado por pesquisadores da Universidade Brandeis é o primeiro a identificar que as viagens também possuem efeito sobre o comportamento matrimonial. Seus resultados demonstraram que 72% daqueles que participaram das viagens casaram-se com cônjuges judeus, enquanto que uma amostra composta por jovens que não participaram da viagem apresentou índice de 46%.
O estudo foi encomendado pelo Projeto Taglit Birthright, mas o autor da pesquisa Leonard Saxe, professor de Política Social e de Pesquisas em Comunidades Judaicas, comentou que os pesquisadores de Brandeis já haviam levantado esta questão autonomamente.
As viagens são oferecidas para jovens entre 18 e 26 anos, que se definem como judeus e que nunca tenham participados de viagens ou programas semelhantes para Israel.
O estudo da Universidade Brandeis analisou 1.500 jovens judeus não-ortodoxos que participaram ou não das viagens entre os anos de 2001 e 2004. Os ortodoxos foram excluídos por que foram considerados como um público com altas taxas de casamentos judaicos independente das viagens do Taglit.
O professor Saxe aponta que ainda não estão claros quais elementos da viagem do Taglit são responsáveis por influenciar as escolhas matrimonias.