Shavuot, dia em que recebemos os Dez Mandamentos, é celebrado por ser o dia em que D-us entregou Sua Torá ao Povo Judeu. Este dia continua a ser o mais importante na história de nosso povo, quiçá o mais importante na história da Humanidade.
Foi em Shavuot que D-us se revelou diante de todo o Povo Judeu e entregou-lhe a Torá, Sua Palavra - eterna e imutável.
Shavuot é comemorada durante um dia, em Israel e dois na diáspora nos dias 6 e 7 de sivan, ou seja, neste ano de 2009, nos dias 29 e 30 de maio.
Tikun Leil Shavuot - Noite de vigília e estudo - Na primeira noite de Shavuot, este ano, quinta - feira, 28 de maio, é costume se realizar nas sinagogas uma vigília, que dura toda a noite, dedicada ao estudo da Torá. A Cabalá enfatiza a importância desse ritual, conhecido como Tikun Leil Shavuot. Uma explicação para esta tradição é que o povo judeu não acordou cedo no dia em que D’us lhes iria outorgar a Torá, tendo sido necessário que Ele Mesmo os acordasse. Como uma espécie de contrapartida a essa atitude, foi instituído o costume de se permanecer acordado, estudando a Torá.
Primeiro dia - Leitura dos Dez Mandamentos - No dia seguinte, o primeiro dia de Shavuot, este ano, 6ª feira, 29 de maio, ouve-se, em todas as sinagogas, a leitura dos Dez Mandamentos. É da maior importância que os pais participem junto com seus filhos.
Segundo Dia - Livro de Ruth - No segundo dia de Shavuot é lido nas sinagogas o Livro de Ruth. Os sábios consideravam a história de Ruth - uma moabita que abraçara o judaísmo - apropriada para a data não apenas por se passar durante a colheita, mas especialmente em razão de seus ensinamentos. Na célebre passagem bíblica, símbolo de profunda devoção e fé, Ruth, após a morte do marido judeu, declara à sogra: “Teu povo será meu povo e teu D’us será meu D’us”. Ruth voltou a se casar e seu bisneto foi o rei David, que nasceu e faleceu durante Shavuot.
Plantas Verdes - Em Shavuot é costume enfeitar casas e sinagogas com flores e folhagens. O Midrash relata que quando a Torá foi entregue ao povo judeu, o Monte Sinai - uma montanha deserta e árida - foi repentinamente coberto de flores, árvores e grama. Entretanto, as folhagens simbolizam, acima de tudo, o costume vigente na época do Templo Sagrado, de se levar para Jerusalém as primícias, ou seja, os primeiros frutos colhidos dentre as sete espécies que caracterizam a Terra de Israel.
Comidas a base de leite - Outro costume é consumir alimentos derivados do leite, já que a Torá é comparada ao leite. A palavra hebraica para leite é chalav. Quando se soma o valor numérico de cada uma das letras desta palavra chega-se ao total de quarenta. Quarenta é o número de dias que Moisés passou no Monte Sinai. Alem do que a Torá é a fonte de vida para tudo, da mesma maneira que o leite para um recém-nascido. Existem outras explicações para este costume. A partir da outorga da Torá, as leis da cashrut (é o alimento judaica preparado de acordo com a Torá) tornaram-se obrigatórias. No entanto, como a Torá foi entregue no Shabat, nenhum animal podia ser abatido e nem os utensílios casherizados.